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In re Vale S.A. Securities Litigation

Court: U.S. District Court, Southern District of New York
Case Number: 1:15-cv-9539-GHW
Judge: Gregory H. Woods
Class Period: 11/ 7/2013 - 11/30/2015
Case Contacts: Blair A. Nicholas, Timothy A. DeLange, Richard D. Gluck

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Securities Fraud Class action on behalf of investors who purchased Vale’s common and preferred stock American Depository Receipts (“ADRs”) between November 7, 2013 and November 30, 2015.  This case arises out of the recent catastrophic collapse of the massive Fundão mining dam in the Brazilian state of Minas Gerais, which unleashed a flood of toxic waste that killed at least 17 people, destroyed an entire city, polluted numerous rivers and other waterways, and left hundreds of thousands of people homeless or without potable drinking water.  It has been described by many as one of the worst environmental disasters in Brazil’s history.

Based in Brazil, Vale is the world’s largest producer of iron ore and nickel, and is engaged in mineral exploration in six countries around the world.  In addition to operating its own mines in Brazil, Vale owns 50% of Samarco Minerção, S.A., which operates an integrated iron ore mining system in the Brazilian states of Minas Gerais and Espírito Santo.  Fundão dam is one of three dams that Samarco uses to store and hold wastes (known as “tailings”) from its mining operations.   

In the two years before the collapse, Vale and its senior officers repeatedly touted the Company’s commitment to safety, sustainability, and the environment, specifically promising investors that it had “health, safety and environmental standards and risk management programs and procedures in place to mitigate” the risk of environmental, health, and safety incidents.  The truth, which was gradually revealed in the days following the tragic collapse of the Fundão dam, was that Vale ignored a written report questioning the integrity and safety of the dam, and had been surreptitiously and improperly dumping waste from its other mining projects in the area.  According to an article in the Wall Street Journal, several of the 50 instruments used to monitor the dam’s stability had indicated “emergency” levels of pressure and stress before its collapse.  Yet Vale continued depositing waste in the dam, and Samarco was in the process of increasing the size of the dam even further when it collapsed. 

The Fundão dam burst on November 5, 2015, causing the equivalent of 20,000 Olympic swimming pools of mud waste to bury a small town of 650 people and affected more than a dozen river towns and cities on its way to the Atlantic Ocean more than 300 miles downstream.  News of the bursting caused Vale’s ADRs to drop by almost 6%, causing losses of almost $350 million.  In the days following the collapse, Vale initially tried to downplay the extent of the catastrophe, denying that the refuse escaping the dam was toxic.  But a week later, Vale announced that tests of the Rio Doce had revealed levels of arsenic, lead, aluminum, chromium, nickel, and cadmium many times higher than the legal limits.   That admission caused the prices of Vale’s ADRs to drop even further.  Ultimately, investors in Vale ADRs lost more than $1.5 billion when the full truth was revealed.  We seek to recover those losses for investors by holding the Company and its senior executives liable under the Federal Securities laws for their false statements and omissions during the Class Period. 

On March 7, 2016, the Court appointed the Alameda County Employees’ Retirement Association and Orange County Employees Retirement System as Lead Plaintiffs and approved their selection of BLB&G as Lead Counsel. 

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Portuguese Translation

Ação coletiva referente a fraudes relacionadas com títulos mobiliários impetrada por investidores que compraram Recibos de Depósitos Americanos de ações ordinárias e preferenciais ("ADRs") da Vale entre 07 de novembro de 2013 e 30 de novembro de 2015. Este processo surgiu devido ao recente catastrófico  colapso da barragem do Fundão no estado brasileiro de Minas Gerais, o que desencadeou uma avalanche de lixo tóxico que matou pelo menos 17 pessoas, destruiu uma cidade inteira, poluiu numerosos rios e outros cursos de água e deixou centenas de milhares de pessoas desabrigadas ou sem água potável. Ele foi descrito por muitos como um dos piores desastres ambientais da história do Brasil.

Baseada no Brasil, a Vale é a maior produtora de minério de ferro e níquel do mundo e está envolvida na exploração mineral em seis países ao redor do mundo. Além de operar suas próprias minas no Brasil, a Vale detém 50% da Samarco Minerção, S.A., que opera um sistema de mineração de minério de ferro integrado nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A barragem do Fundão é uma das três barragens que Samarco utiliza para armazenar e manter resíduos (conhecidos como "rejeitos") de suas operações de mineração.

Nos dois anos antes do colapso, a Vale e seus altos executivos apontaram repetidamente o compromisso da Companhia com a segurança, sustentabilidade e meio ambiente, prometendo especificamente para seus investidores que tinham "programas e procedimentos de saúde, segurança e meio ambiente e gestão de risco" para atenuar o risco de incidentes ambientais, de saúde e de segurança. A verdade, que foi revelada gradualmente nos dias seguintes ao trágico colapso da barragem de Fundão, foi que a Vale ignorou um relatório escrito questionando a integridade e segurança da barragem e tinha secreta e inapropriadamente lançado resíduos de seus outros projetos de mineração na área. De acordo com um artigo no Wall Street Journal, vários dos 50 instrumentos utilizados para monitorar a estabilidade da barragem haviam indicado níveis de "emergência" de pressão e estresse antes de seu colapso. No entanto, a Vale continuou a depositar resíduos na barragem e a Samarco estava no processo de aumentar ainda mais o tamanho da barragem quando esta entrou em colapso.

A barragem de Fundão explodiu em 05 de novembro de 2015, causando o equivalente a 20.000 piscinas olímpicas de resíduos de lama que enterrou uma pequena cidade de 650 pessoas e afetou mais de uma dúzia de rios e cidades em seu caminho para o Oceano Atlântico, mais de 300 milhas rio abaixo. As notícias sobre a explosão fizeram com que as ADRs da Vale caíssem quase 6%, causando prejuízos de quase US$ 350 milhões. Nos dias seguintes ao colapso, a Vale, inicialmente, tentou minimizar a extensão da catástrofe, negando que o lixo espalhado era tóxico. Mas uma semana depois, a Vale anunciou que os testes do Rio Doce revelaram níveis de arsênio, chumbo, alumínio, cromo, níquel e cádmio muitas vezes acima dos limites legais. A admissão fez com que os preços dos ADRs da Vale caíssem ainda mais. Em última análise, os investidores das ADRs da Vale perderam mais de US$ 1,5 bilhão quando toda a verdade foi revelada. Nós buscamos recuperar essas perdas para os investidores, responsabilizando a Companhia e seus executivos seniores, nos termos das leis federais sobre valores mobiliários, por suas declarações falsas e omissões durante o período objeto dessa ação coletiva.

Em 07 de março de 2016, o Tribunal nomeou a Associação de Aposentadoria dos Empregados do Condado de Alameda e o Sistema de Aposentadoria dos Empregados do Condado de Orange como Autores Principais e aprovou a sua seleção pela BLB&G como Advogados Principais do caso.